segunda-feira, 14 de julho de 2014

A sério????

Desde que estou em casa que as coisas tendem a correr menos bem. Eu não sei se é tipo uma situação causa- efeito ou se é mesmo só uma onda de azar- Logo na primeira semana o meu pc teve que ser formatado (um dia sem ele) depois quando veio para casa não ligava a net (mais um dia para resolver o problema). tive que ir 3 vezes a loja.  Depois o meu telemóvel faleceu, toca de ir comprar outro (uma pessoa fica desempregada pensa logo é ir comprar coisas novas né?), quando cheguei a casa namorado não recebia as sms todas ainda andamos as voltas com isso, eu é que ainda não tive tempo nem paciência para ir a uma loja. Hoje, bem hoje recebi uma carta da segurança social a dizer que o pedido para o subsidio de desemprego foi indeferido. Amanha espera-me uma manhã na segurança social a tentar perceber por carga de água é que else não me querem pagar. Para não falar das visitas constantes ao veterinário. Hoje cheguei lá e o meu cão fez uma enorme cagadela, limpei aquilo com a toalha que levava com ele mas e o cheiro pessoas o cheiro não se limpa. Passei uma vergonha mas devo dizer que com tanta coisa já me passa um bocado ao lado. 

sábado, 12 de julho de 2014

Então já passou?

Passou um grande bocado da minha neura, estava em baixo um bocadinho deprimida novamente aquela miúda que pensa mal de si de 5 em 5 minutos. E depois fui a aula de dança e a professora fartou-se de me elogiar, o meu ego inflacionou-se um bocadinho e eu fiquei a sentir-me muito melhor. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Estou com a Neura

Ou com os azeites, sei lá. Sei que não me apetece ver ninguém, sei que tenho raiva de meio mundo mas muito mais raiva de mim. Só me apetece estar em casa sem ninguém para me chatear sossegada com meus maus pensamentos e com as dores de cabeça que eles me dão. Será pedir muito??

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Ser desinteressante

Sempre achei que era desinteressante e cada vez mais tenho mais certeza disso. Não sou espectacular numa área em particular, existem milhões de assuntos que não me interessam e que não sei nada sobre eles e depois tenho a mania de menina bem comportada (que normalmente tira a piada toda), gosto de cumprir as regras (talvez demasiado), não fumo, não bebo, não digo asneiras, não me produzo em sobremaneira, não conduzo rápido, não falo com estranhos, não gozo com os outros, preocupo-me com o ambiente etc... Uma sonsa portanto, uma pessoa que não tem nada de interessante para dizer. Não tenho histórias não engraçadas de bebedeiras nem daquela vez que fugi de casa porque nunca aconteceu, além de ser imensamente desinteressante tenho um problema de comunicação enorme. Aborrecem-me as conversas de xaxa e depois não consigo rir-me quando as pessoas acham que estão a contar alguma coisa mesmo fixe, como daquela vez que teve tão bêbado e foi contra um poste. Eu também já fui contra um poste e não estava bêbada estava só distraída. A família é enorme com uma convivência invisível (falo apenas com os meus pais e avós), amigos conto-os pelos dedos e muitas vezes falo com eles de tempos a tempos e os conhecidos passam por mim na rua e fingem que não me vêm. Posto isto, basta-me aceitar que irei morrer sozinha. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sofrer sozinho não é igual a sofrer junto

Infelizmente o cão, que tinha com o meu namorado, morreu de doença. Quando o joe morreu foi uma coisa minha, um sofrimento meu que eu "decidia" como o vivia. Claro que o S. me apoiou e me ajudou mas quem determinava as coisas era eu porque o sofrimento era meu e não nosso como casal. Com este cão foi muito diferente, era um cão nosso e que apesar de viver na casa do meu namorado eu estava com ele quase todos os dias e contribuía para a sua vida de uma forma activa. Fomos nós que fomos com ele ao veterinário. Eu ainda no recobro do ano da morte do joe e depois mais uma morte, uma morte diferente. Infelizmente, o cão sofreu muito e o meu namorado assistiu a uma parte desse sofrimento e eu não. Foi um momento difícil para os dois, os dois nos sentimos culpados e os dois pensamos que íamos acabar, eu pensava que ele ia acabar comigo por não me apetecer levar o cão ao veterinário no sábado e ele pensou que eu ia acabar com ele porque agora já não tinha motivo para ir lá a casa. Não acabamos e a falar com ele é que percebi que também se sentia culpado. Foi difícil conjugar a nossa maneira de sofrer, somos diferentes e sofremos de maneira diferente e termos que sofrer juntos por algo nosso foi algo que tivemos de aprender a fazer em menos de um dia. Agora passado uma semana as coisas voltam a entrar na normalidade, não sei se sofremos juntos da forma correta (existe maneira correta de sofrer?) mas foi a maneira que arranjamos. Ambos sentimos uma perda, ambos sentimos culpa e ambos sentimos tristeza apenas não as evidenciamos da mesma maneira. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Eu pensava

que tinha apenas (e já é mau o suficiente) ficado sem trabalho mas não, virei prisioneira. Agora tenho que me apresentar na junta de freguesia de 15 em 15 dias como os presos com identidade e residência que têm que se apresentar na PSP.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Culpa

Definição wikipédia- se refere à responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem. O processo de identificação e atribuição de culpa pode se dar no plano subjetivo, intersubjetivo e objetivo.

Definião dicionário- Acto repreensível ou criminoso; responsabilidade; desleixo; delito. 

Definição Milka Dreams- Sentimento dizimador de que fizemos asneira; sensação frustrante de querer voltar atrás no tempo; incapacidade de perdoar a nós próprios ou também asneira que atribuímos a outro só para não nos sentirmos tão mal. 

terça-feira, 1 de julho de 2014

365 dias a contar

Já na altura que estava a terminar a licenciatura disse ao meu namorado que se ficasse sem trabalho por mais de um ano que emigrava, falava muito a sério era quase uma promessa. Entrei para o mestrado e em menos de um ano arranjei trabalho sem estar a procura. A minha mãe sempre se mostrou preocupada com meu o futuro que nem eu nem ela vimos e sempre me incentivou para ir para fora que numa das últimas conversas sobre isso prometi-lhe que se estivesse um ano sem trabalho que ia para fora. Como já tinha dito a mim mesma e ao meu namorado. A mãe impus uma condição, tinha de ser um trabalho de acordo com a minha classificação, caixa de supermercado, telemarkting, trabalhar no campo, limpezas e afins não contam. Não quero dizer que estes trabalhos não sejam importantes e nem significa que não trabalhe neles mas a minha mãe quer que eu trabalhe em algo para que estudei (não posso dizer que seja injusto). Esse prazo começa hoje, a partir de hoje tenho um ano para encontrar um trabalho de acordo com as minhas competências académicas. Um ano é muito tempo mas passa muito rápido. Neste momento estou mais concentrada em acabar a tese e a fazer uma formação que me inscrevi e por isso a procura de trabalho tem sido muito "ao de leve" depois de entregar a tese vou concentrar-me mais em encontrar um trabalho e depois logo se vê o que o futuro me reserva. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

E acabou-se o estágio

Hoje foi o meu último dia de estágio. Sou uma pessoa de ciclos que quando chegam ao fim, gosta de fazer uma retrospectiva perceber o que foi bom e o que foi mau. O que poderia ter feito mais e o que deveria ter feito menos. E fica o resultado de o meu primeiro trabalho a sério:

  • não caí (milagre)
  • não parti nada (2º milagre)
  • não estraguei nada (3º milagre)
  • não aprendi muitas competências técnicas (nem todo podia ser bom)
  • estive num ambiente de trabalho muito bom (arrisco-me a dizer 4º milagre)
  • o meu chefe não decorou o meu nome (se eu não adora-se o meu nome era capaz de culpar a minha mãe, mas assim culpo o chefe)
  • aprendi que as coisas não são assim tão simples e a partida uma coisa que consideramos má, pode ter coisas boas (não é um milagre mas é muito importante)
  • aprendi a ter uma opinião mais informada sobre um assunto um pouco sensível para as pessoas, incluindo para mim própria ( e sim a minha opinião mudou um pouco)
  • aprendi que muitas pessoas fazem mal o seu trabalho e que por isso, quando o nosso trabalho depende dessas pessoas, temos de saber dar a volta e saber nos proteger do mau trabalho que os outros fazem
  • vi que as pessoas são preocupadas mas também podem ser trapaceiras e mesmo sem escrúpulos
  • tive que trabalhar num sector com o qual não me identifico (considero que saí a ganhar)
  • estive num trabalho que pode ser considerado um emprego. pouco que fazer, pouca pressão, bom ambiente, salário razoável e perto de casa (provavelmente não terei mais a mesma sorte, 5º milagre)
  • trabalhei em algo que não tinha muito a ver com o meu curso
  • ouvi pessoas a oferecerem subornos ao meu chefe e depois a olharem para mim para ver se eu era de confiança ou não
  • foi um ano de grande crescimento e agora é dar o passo em frente. 
ps. post agendado

domingo, 29 de junho de 2014

Muito para dizer

mas pouca força para o fazer. 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Um ano depois

Disto. Lembro-me perfeitamente disto e disto (este então, já não me lembrava que tinha escrito e quando pensei no texto e depois vim a procura aquilo que escrevi na altura era igualzinho o que pensava agora em escrever). Lembro-me perfeitamente do cheiro do chulé dele ( opah eu gostava muito do cheiro do chulé dele), lembro-me dos olhos de pessoa, lembro-me de quando ele foi mordido por um cão enorme e me seguraram para não ir lá, à segunda consegui salva-lo. Lembro-me de quando fui para um campo de férias e a mãe ao telefone dizer que ele não comia e lembro-me quando cheguei e peguei nele me virou a cara naquela "estou chateado contigo". Lembro-me que das outras vezes que fui para fora, que a mãe punha o telefone ao pé do ouvido dele e eu falava com ele. Lembro-me de como adorava tomar banho e andar de carrinho de mão ou de como nos primeiros meses vomitava sempre que andava de carro. Lembro-me de quando ele entrou na minha vida. Lembro-me da festa que lhe fiz aos 17 anos e a que queria fazer aos 18. Lembro-me como era ciumento e não deixava que ninguém me tocasse se ele estivesse ao meu colo. Lembro-me de tantas sestas. Lembro-me que nem todos o conheceram . Essencialmente lembro-me de um grande amor, um amor enorme que para alguns é incompreensível. Passado um ano também me lembro das coisas más mas essas não quero lembrar. 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Segurança-2

Depois disto e de pensar mais um pouco no assunto e vendo outros comentários, fez-me pensar nos transportes públicos. Os transportes públicos na sua larga maioria não possuem sistemas de retenção de qualquer espécie e se levarmos uma criança num autocarro não nós põem a disposição uma cadeirinha com cinto. Quantas e quantas vezes vão crianças em pé ao lado dos pais.  E os deficientes. Caraças deve ser um pesadelo para um deficiente seja paraplégico, cego ou outra coisa andar num transporte público. Uma cadeira de rodas deveria ser presa algum sítio no autocarro e um cego sabe lá onde se segurar ou em paragem é que está. Verdade seja dita que em todos os acidentes que já ouvi falar de transportes públicos nunca ouvi falar que as pessoas ficaram feridas por não levarem cinto de segurança. Ou seja nos transportes públicos, "fornecidos" pelo estado e pagos por todos nós a segurança é um bem com muito a desejar e se houver algum problema dificilmente o estado se responsabilizar-se-a (não sei se é assim que se escreve) pelo mesmo. 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Segurança

Hoje li isto, li com muita atenção e li alguns dos comentários concordando mais com uns do que com outros. Achei alguns comentários um bocadinho exagerados em relação a segurança rodoviária, não tendo eu filhos posso me vir a arrepender do que vou dizer, mas mães que não deixam os filhos ir a visitas de estudo porque os autocarros não têm as condições de segurança ideias parece um pouco exagero. Eu sinceramente não sei qual criança ponha na cadeirinha se o meu filho ou o filho de alguém mas tenho quase a certeza que na possibilidade de trazer a criança ou deixa-la lá sozinha, a preferia trazer. Posto isto só me fez lembrar uma vez cá pelo fim do mundo quando vi uma senhora numa moto, tipo vespa, com uma criança de 4/5 anos a frente dela, ela levava uma mão no guiador e outra a segurar a criança. Isto sim é falta de segurança rodoviária.

domingo, 22 de junho de 2014

Há coisas que não mudam

Milka dreams (adoro falar na 3ª pessoa) vai a um jantar de um amigo e não conhece a maioria das pessoas que estão presentes mas lembra-se do seu antigo grupo de amigos e dos jantares que faziam. O que mudou: somos 4/5 anos mais velhos. O que não mudou: O pessoal continua sem saber beber. 

sábado, 21 de junho de 2014

Voltam a fazer o mesmo

Eu sou uma pessoa preocupada com o ambiente e tal aquelas coisas das energias renováveis e sustentabilidade (ui que palavra tão grande). Aquelas coisas que toda a gente diz que é muito importante, porque bem se não tivermos planeta ainda não temos para onde ir, mas que ninguém se preocupa muito. Passando o desabafo, a verdade é que tento na minha vida ajudar o ambiente o melhor que posso e sei, não sou fundamentalista e sei que podia fazer muito mais, pois que podia mas o ideal é encontrar um equilíbrio entre o conforto e o consumismo.

 Bem mas indo aquilo que quero mesmo dizer. Quando comecei a trabalhar onde trabalho, uma das primeiras coisas que reparei é que não faziam reciclagem (para mim o básico dos básicos para qualquer família ou instituição) e em jeito de iniciativa perguntei ao chefe se não era possível colocar uns caixotes para separar o lixo, nem seria preciso comprar só estipular o que ia para cada caixote. Disse-me que não valia a pena, que ninguém ia fazer isso e eu teimosa como um burro decidi então trazer comigo (sim, isso carregar lixo para casa) pelo menos os resíduos de papel, visto que sendo um escritório é o que se produz em maior quantidade. E assim foi, ao longo deste ano tenho trazido comigo a maioria das caixas e papeis que iriam para o lixo. Trago-os para casa porque me dá mais jeito e as vezes fazem-me falta jornais e claro que ao longo deste tempo ouvi os meus pais queixarem-se por trazer lixo para casa mas ontem quando trouxe mais uma caixa (provavelmente a última) cheia de papel o meu pai perguntou :" Então quando te fores embora vão fazer o que? vão ficar com o papel lá armazenado" e eu respondi-lhe: "Não, voltam a fazer o que faziam antes e metem no lixo normal".

E assim que o nosso país não avança porque uma pessoa só por mais que queira dificilmente faz a diferença.