sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Só tenho vagas quando falecerem

O meu avó já teve alta mas ainda está no hospital à espera de vaga num centro de recuperação. No centro de recuperação vai estar no máximo um mês e por isso mesmo não sabendo como ele vai estar nessa altura começamos a procura de opções. Só temos duas: ou vem para nossa casa com apoio domiciliário ou vai para um lar e por isso comecei a pesquisar lares aqui na zona. Sabia lá eu que a coisa era tão difícil, pois que quase parece os colégios existem listas de espera enormes. E aqui as vagas só depende de apenas uma coisa, as pessoas que lá estão morrerem. Digo-vos já que isto deve ser das coisas mais mórbidas que existe, não tenho interesse nenhum que morra alguém para que o meu avó possa estar num lar. O pessoal dos lares também não vêm com falsos moralismos diz mesmo "só tenho vagas quando eles falecerem". É uma realidade assustadora

domingo, 15 de novembro de 2015

Nenhum filme alcança

Estas coisas dos hospitais são felizmente uma novidade para mim. Faz hoje cinco semanas que o meu avó foi internado, em 5 semanas fui mais vezes ao hospital que na minha vida anterior toda. Existe um novo mundo de coisas, boas e más, que eu tive de absorver e vou ter de continuar porque ainda não sei como será amanhã. Cinco semanas depois o meu avó continua internado, está melhor mas ainda não tem condições para vir para casa. E se no início a minha mãe queria tira-lo de lá por ser um mau hospital agora temos-nos esforçado para que fique lá, é que lá pelo menos tem assistência 24 horas por dia. Nestas 5 semanas vi e ouvi coisas que me fizeram duvidar da sanidade dos outros e até mesmo da minha. Vi e ouvi coisas de desconhecidos que me surpreenderam pela positiva (houve uma visita de outra pessoa que deu almoço ao meu avô porque a auxiliar não insistiu para ele comer), vi e ouvi coisas vindas de familiares que não me entram na cabeça, que parecem piadas de mau gosto e situações irreais (os meus tios levaram dobrada com feijão para o meu avô, uma pessoa que teve um avc). Ontem pensava que em nenhuma novela, em nenhum filme eu vi tanta coisa junta. As novelas que tentam cada vez mais simular a vida real não chegam perto daquilo que vi e ouvi nas últimas 5 semanas. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Doidice Aguda

O avc do meu avó levou que a minha mãe ficasse em estado de extrema ansiedade e por isso mais louca que o normal. A minha avó que sempre a conheci mais calada do que a falar começo a perceber agora que aquela cabeça também não está nada bem, é verdade que ela não ouve metade do que a gente diz mas que a mulher ache normal o homem estar a morrer em casa e não dizer a ninguém isso passa um pouco o limite da sanidade (porque o meu avô teve o avc a uma sexta e só no domingo é que um vizinho se apercebeu). O meu avô é o que tem mais desculpas para estar doido e está, apesar de falar fluentemente e não ter ficado com a fala apanhada não diz muitas coisas com sentido. A minha tia que "fingiu" estar doente porque o avc do meu avó tirou-lhe as atenções do meu tio e eu que se não era doida, de certeza que agora vou ficar. Como eu acho que já era e utilizando a parte racional que ainda me resta penso que a coisa agora piora. Conclusão está tudo doido e só tende a piorar. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Estou em Lisboa

Estou em Lisboa. Voltei para Lisboa, supostamente é uma coisa temporária mas sabe-se lá o que o tempo me reserva. Ainda no domingo estava eu descansada da vida quando me ligam a dizer que o meu avô (materno) teve um AVC. E hoje estou em lisboa em casa da minha avó para ela não ficar sozinha. Estou a tentar abstrair-me do som altissimo da televisão (a avó é surda), estou a tentar relativizar que não tenho as minhas coisas nem os meus animais, estou a minimizar o facto de não ter internet (escrito no word e só depois colocado aqui). Estou por baixo do antigo quarto dos meus pais, da minha antiga casa. Estou sentada na cama a tentar escrever o meu trabalho final da pós graduação e oiço por cima de mim uma bébé a chorar (desejo que não chore durante à noite), oiço passos desenfreados, oiço as motas na rua, oiço as minhas dores e penso no meu avô sozinho no hospital sabe-se lá como. O coração aperta um bocadinho e engolo em seco mesmo com a garganta inflamada e cheia de dores.
Estou em Lisboa sei lá por quanto tempo, deixei a minha relação em pausa, deixei a ginástica que tinha começado à pouco tempo, deixei a minha rotina, deixei o passado lá. É que as coisas mudaram, ainda não sei como mas mudaram e dificilmente vão voltar a ser iguais.



Escrito dia 13/10/2015 as 21h48

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Uma carta de 24 de Agosto de 2014

Depois de ter cumprido a façanha uma vez cá vai o que escrevi o ano passado e recebi ontem

Vamos por partes. estás viva? (Ao que parece sim) tens uma saúde razoável? (felizmente, não me posso queixar muito) Tens trabalho? (felizmente sim) Tens namorado? (o mesmo) Vives fora de casa dos pais? (não :(  tens mais que 5 amigos com que falas regularmente? (se os colegas de trabalho contarem sim) fazes exercicio? (voltei recentemente a fazer) fazes voluntariado? (infelizmente com a falta de tempo não tenho feito) tens auto-estima suficiente? (não sei bem o que será suficiente mas não me sinto muito mal) Se respondes-te que sim a mais de 6 (4 sim, 3 mais ou menos e 2 não) é razoável se não dá um estalo a ti própria e chora (não tenho vontade nem me parece que esteja assim tão mau) e esforça-te mais. Não te esqueças se ser feliz e continuar a trabalhar muito para o que queres. Nunca te esqueças de quem esteve ao teu lado. Já tens 26 anos está na altura de deixar de ser tão boazinha assim não vais longe.
Escreve outra, isto é fixe (Já vai a caminho)

domingo, 16 de agosto de 2015

Uma nova fase

Andava enterrada em coisas, mal me conseguia mexer. Não tinha tempo para me coçar quanto mais para vir ao blog. Andava mais do que esgotada. O terminar das aulas facilitou bastante as coisas, ainda só passou duas semanas mas tenho conseguido descansar mais e já tenho tempo para me coçar e até de vir ao blog. A questão é não me tem apetecido vir muito aqui, de certa forma já perdi o fio a meada e apesar de agora ter mais tempo não tenho tido muita necessidade de escrever.

Não me parece de todo que isto seja uma despedida mas certamente não estarei por cá tantas vezes como antes por isso..................até já

domingo, 9 de agosto de 2015

Ao que parece Portugal inteiro está de férias......excepto eu

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Finalmente

Amanhã acabam as aulas. Ainda bem porque eu já não estou a conseguir mais....


domingo, 19 de julho de 2015

Não negues a partida uma ciência que desconheces

Ontem fui ao cinema e existia uma novidade, pipocas com topping de m&m's somente duas das minhas coisas preferidas por isso pedi. Sobrou que uma pessoa tem mais olhos que barriga mas não se estraga, por isso hoje decidi juntar-lhe gelado de brownie.


ps. Amanhã é dia de nutricionista

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Dormir pode não ser um descanso

Diz a minha mãe que em pequena não dormia. Que ela e o meu pai tinham de ir comigo de carro passear-me para eu dormir mas mal o carro parava estava eu desperta da vida. Desde que conduzo que me apercebo que adormeço com alguma facilidade ao volante. Já falei com alguns médicos e a única coisa que me dizem é que tenho de dormir mais à noite e parar quando sentir sono. Não é capricho meu querer dormir 8/9h é uma necessidade fisiológica minha. Tenho imensa inveja daquelas pessoas que dormem 3/4h e no outro dia estão funcionais ou pessoal que faz diretas, eu nunca consegui fazer nenhuma. Desde que trabalho em Lisboa levo o carro de manhã e o tempo para dormir escasseou. Digo-vos com toda a sinceridade que se ainda não tive um acidente foi por milagre ou muita sorte, já adormeci tanta mas tanta vez. São microsegundos que fecho os olhos e depois acordo quando a cabeça "cai" mas estes microsegundos acontecem imensas vezes durante uma viagem. No pára- arranca do trânsito são estes microsegundos que podem fazer diferença. Como tenho dormido sempre o mesmo (menos do que preciso), o cansaço acumula-se e esta semana estava impossível eu mesmo com a janela aberta continuava a adormecer. Por isso resolvi "perder" uma hora de trabalho e dormir mais uma horinha. No dia a seguir não adormeci uma única vez nas viagens que fiz, sentia-me mais descansada, menos irritada e por isso mais produtiva. Por isso acho que não perdi uma hora ao dormir eu ganhei foi um dia normal e sem por em risco a minha vida e a dos outros. 

sábado, 4 de julho de 2015

Quanto custa ir a um casamento??

Pois que sendo o meu primeiro casamento em adulta só agora começo a perceber quanto custa ir a um casamento. Vamos às contas:

Arranjar e limpar sapatos-4,50 €
Ganhos para o cabelo-4,99€
Brincos-5.99€
mala/pochete ou raios parta como aquilo se chama-16.99€
prenda-50€(pois sei que é pouco mas a vida está difícil)
cabeleireiro( unhas simples, buço e sobrancelhas)-12€
combustível-20€
portagens-13,15 €
fotos-4€

Total: 131,62 €


Acho que até nem gastei muito visto que não comprei vestido ou sapatos e os acessórios que comprei podem perfeitamente ser utilizados em outras ocasiões mas mesmo assim não tinha ideia que ir a um casamento ficasse tão dispendioso e dei uma prenda pequena. O que importa é que correu tudo bem, passou se um bom dia, comi que nem uma baleia mas espero que não tenha outro tão cedo. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

E hoje que até ia dormir cedo

O meu avô (paterno) é um atado (na verdade os dois avôs são atados). A minha avó foi operada então o homem que mal sabe tomar conta dele, tomar conta dele e dela é assim um desafio em peso. Têem um cão que por norma é a minha avó que cuida mais dele o meu avô só passeia. Antes de ela ir para o hospital dissemos para o cão vir para cá mas não que o avô ficava sozinho em casa e isso é que não podia ser. Quiseram-se armar em espertos e acharam que iam dar conta do recado. Hoje a minha avó teve alta e assim nas pressas tivemos de ir buscar o cão (porte médio) e traze-lo num smart já lá com duas pessoas (eu e a minha mãe). A coisa até nem correu mal agora ele e o meu cão é uma festa pegada. Desde que chegamos que é um chinfrim que não se aguenta por isso pergunto eu quem é que hoje dorme nesta casa??

domingo, 28 de junho de 2015

Isto de realizar sonhos pode ser uma grande treta

Tinha o sonho (desejo, fetiche, vontade o que lhe queiram chamar) de me "perder" num campo de milho (coisa parva eu sei mas cada um com a sua pancada). Esta semana que passou "perdi-me" num campo de milho. Foi uma treta, as folhas do milho cortam sabiam? Eu não. Além disso as folhas do milho têm uma espécie de penugem que faz uma comichão do caraças, para não falar do efeito de estufa que aquilo tem lá dentro. E o micro espaço que aquilo tem para uma pessoa se mexer mas sim é possível uma pessoa perder-se lá dentro e quando lá estava tudo o que menos queria era perder-me. 

domingo, 21 de junho de 2015

Tão perto mas tão longe

A loucura dos dias tem sido enorme. Os dias passam por mim e só sinto o cansaço por eles acumulado. Não tenho tempo de pensar, sigo o plano exato dos dias porque a margem de manobra é muito pequena. Tenho milhões de assuntos para organizar mas sem cabeça para os aguentar. E depois, e depois vejo que apesar de estar nos sítios estou tão longe deles. Só hoje é que me apercebi que o Igor não gosta de tomar banho. E ele está cá já há 1ano e meio.


Sei lá eu o que me está a escapar mais mas de certeza muitas coisas, 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Habitua-se uma pessoa mal...

No trabalho temos dois monitores, o do pc e depois um maior que ligamos em conjunto e trabalhamos sempre com os dois. Dá um jeitaço do caraças, é espetacular. É tão bom que eu agora em casa tenho dificuldade em trabalhar só com um. Estou a pensar ligar a tv do quarto ( já que não vejo) ao pc e poder trabalhar em dois ecrãs.