Porque raio eles não ouvem o que a gente diz? a sério, isto é algo que me irrita imenso. Já ouvi dizer que existem razões fisiológicas que justificam o facto de o homem não ouvir a mulher, parece que tem alguma coisa a ver com o timbre. Até percebo e até não me importo que não oiçam tudo o que digo mas incomoda-me muito ter que repetir as coisas 50 vezes. Cá em casa é um drama, eu e a minha mãe estamos constantemente (tipo várias vezes ao dia) a dizer ao meu pai duas coisas: não deixes os cães entrar, fecha a porta do escritório. Nenhuma das duas acontece, juro que já disse de todas as maneiras que me lembrei para ver se o homem compreende que é para fechar o raio da porta. Já lhe expliquei que quando ele deixa a porta do escritório aberto a milka (a gata, não eu) vai lá fazer xixi, também já lhe expliquei que os cães cá dentro sujam tudo e fazem cócó mas mesmo sendo ele muitas vezes a limpar ainda não percebeu. Alguém me diga que mais eu posso fazer é que já esgotei as ideias?
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Carta ao mano que nunca tive
Olá mano,
Sabes penso muito em ti, sempre pensei. Durante muito tempo pedi por ti, disseram-me que não era fácil mas olha também pedi muito uma cozinha de brincar e também não tive. Sabes ia adorar-te, ia proteger te de tudo, ia ser uma melga e tu ias gostar muito de mim. Íamos brigar, provavelmente irira ter raiva e ciúmes de ti mas noutra altura iria calhar-te a ti o mesmo sentimento. Já mais crescida, agradeci não teres vindo, coitado de ti onde ias parar. Somos uma família de doidos. Apesar de nunca teres vindo sinto muito a tua falta, sinto a falta de partilhar maluquices, sinto a falta de ser protegida...Não conheces-te o mundo, não conheces-te a vida, não sabes o que é amar ou perder, nunca te pode ensinar nada nem aprender nada contigo. Sabe-se lá como seria a nossa vida se tu tivesses vindo....
Sabes penso muito em ti, sempre pensei. Durante muito tempo pedi por ti, disseram-me que não era fácil mas olha também pedi muito uma cozinha de brincar e também não tive. Sabes ia adorar-te, ia proteger te de tudo, ia ser uma melga e tu ias gostar muito de mim. Íamos brigar, provavelmente irira ter raiva e ciúmes de ti mas noutra altura iria calhar-te a ti o mesmo sentimento. Já mais crescida, agradeci não teres vindo, coitado de ti onde ias parar. Somos uma família de doidos. Apesar de nunca teres vindo sinto muito a tua falta, sinto a falta de partilhar maluquices, sinto a falta de ser protegida...Não conheces-te o mundo, não conheces-te a vida, não sabes o que é amar ou perder, nunca te pode ensinar nada nem aprender nada contigo. Sabe-se lá como seria a nossa vida se tu tivesses vindo....
terça-feira, 23 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Saga da tese-20
Entreguei hoje a minha tese. Deixei-a ali com mais dois exemplares. Fiquei naquela "é só isto", estava a espera de confetis, abraços e palavras de felicidade. Depois disto tudo, estou orgulhosa do que fiz. Agora é esperar que me contactem para a apresentação.
Agora os números
Agora os números
- 11 meses e 9 dias de trabalho (sem contar para apresentação)
- 137 páginas
- 27005 palavras
- 78 referências bibliográficas
- 20 posts sobre isto (até agora, porque ainda não acabou)
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Desilusão
Por razões cá da minha vida que ninguém tem nada a ver, passei uma tarde no centro de Lisboa (Saldanha, Campo pequeno) sem nada para fazer. Estava muito bem disposta, tinha almoçado mal e por isso achei que merecia um lanche de luxo. Daqueles que se vê em posts dos blogues famosos que tem tudo um aspeto fantástico e eu nunca sei como se come e se aquilo é para comer tudo. Estava disposta a gastar um bom dinheiro para lanchar mas queria uma coisa mesmo a finória, gormet é a palavra que procuro. Pois que eu bem procurei, fartei-me de andar e não consegui ver nenhum café com aspeto gormet. Culpa minha que não procurei quais são os sitios onde uma pessoa pode lanchar à grande mas pensei que fosse mais fácil de encontrar. Acabei por pagar 3,25€ (um roubo) por um croassaint de chocolate e um sumo de laranja natural num café onde uma senhora com idade para ser minha avó saiu sem pagar. Digo-vos que aqui ao pé do fim do mundo há cafés com coisinhas muito melhores e muito mais baratas.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Palavrão?
A verificar a correção automática do word na minha tese reparei que o word assinalou como erro a palavra Cu, que está escrito na minha tese como sendo o símbolo químico do cobre. Nas sugestões ortográficas dizia que é um palavrão. Eu fiquei surpreendida, mesmo que estejamos a falar da parte anatómica do corpo não considero a palavra cu como um palavrão. Para mim está na mesma linha que pila ou pipi. Apesar destas palavras não serem as mais cientificamente corretas, são aquelas que a maioria (ou foi só eu que aprendi assim?) das pessoas utiliza. Claro que dissermos a alguém "tens cara de cu" isso é ofensivo e de mau gosto, também me parece desconfortável ir na rua e passar uma criança a gritar "cu, cu, cu"mas mesmo assim não considero cu um palavrão. Serei a única?
domingo, 14 de setembro de 2014
Saga da tese-19
Se tudo correr bem daqui a uma semana espero estar enfiada numa staples (que infelizmente não me pagam a publicidade) a imprimir a minha tese. Até lá sonho tese, como tese, bebo tese, faço xixi de tese e por aí adiante. Tenho tentado lembrar-me de todos os pormenores que eles implicam e são muitos. Espaçamento a mais, palavras iguais escritas de maneiras diferentes, o et al das referências sempre a itálico,as virgulas, a posição das imagens, as palavras em inglês entre aspas e por aí. E depois a sempre aquela parte fixe que o orientador se lembra de "porque não metes isto como equação!!" quando podia perfeitamente ter se lembrado disso a três versões atrás. A minha cabeça parece uma pista de carrinhos de choque, pormenores a andar de um lado para o outro. Cada vez que me levanto para respirar um pouco e esticar as pernas lembro-me de mais qualquer coisa que preciso verificar. Duvido de tudo o que faço e por isso confirmo 3 ou 4 vezes. Olho e volto a olhar para todos os apontamentos, verifico que as informações estão corretas e que no texto não existem dúvidas. Sinto o stress nas dores no peito, nas incapacidades de ter uma conversa normal que não seja sobre a tese, nas voltas na cama, nas vezes que me levanto a noite para escrever algo para não me esquecer de verificar e ainda falta uma semana. Espero sobreviver
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Aqueles dias
Tinha o dia planeado ao minuto, tinha tanto para fazer que até apontei num papel as horas a que tinha de fazer certa coisa. Tinha tanto para fazer que escrevi no papel 15h- respirar. Tinha tanto para fazer que quando o meu namorado me mandou uma mensagem a perguntar se íamos as compras ri-me, esqueci-me completamente que era dia de compras. Eu que tinha tanto para fazer tive que respirar novamente, sair do modo automático e relaxar. Fiz as coisas que não podia deixar para depois e fui as compras com o namorado. E deve ter sido um dos momentos mais relaxantes do dia. Agora tenho que ir porque tenho muita coisa para fazer
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
O que significa passar um dia no antigo sítio onde morava?
Significa ter 4/5 pessoas a perguntar-me assim a primeira vista "Então o teu cão (o joe) já morreu?".
Se calhar bom dia, como estás? seria mais apropriado, só assim para começar a conversa. Agora já sei que para a próxima mando fazer um anúncio no jornal a dizer que o meu cão morreu.
Se calhar bom dia, como estás? seria mais apropriado, só assim para começar a conversa. Agora já sei que para a próxima mando fazer um anúncio no jornal a dizer que o meu cão morreu.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Insensível?
No mês passado o meu pai chegou um dia a casa e disse-me"liga para a avó que o cão dela está a morrer". Eu fiquei a olhar para ele assim com ar surpreendido e disse-lhe "queres que lhe ligue para quê? não sou veterinária". O meu pai fez aquele ar de oh, estás a ser insensível, devias ligar só para lhe dar um força e foi aí que lhe disse "quando o meu cão esteve a morrer ninguém ligou para mim" e não liguei à minha avó. Sinceramente achei que devia respeitar a dor dela tal como não acho mal que ela não me tivesse ligado quando o meu cão estava a morrer porque não me iria ajudar em nada. Desde que o cão dela morreu que a minha avó se recusa a vir a minha casa porque tenho um cão doente, o júnior. Desde que o joe morreu que o cão doente dela veio cá a casa uma carrada de vezes por isso quem é que é insensível?
sábado, 6 de setembro de 2014
Vou pedir devolução
Por razões de saúde o meu cão mais velho, o júnior, teve que ser capado. Disseram-nos que no mínimo iria reduzir a sua agressividade o que já era bom. Ontem estava em conversa com o pai. eu:- "olha ele continua na mesma" pai:- "o que queres que eu faça? que vá pedir os tomates dele de volta?".Pois que não podem devolver os tomates ao rapaz mas podem-me devolver o dinheiro mas acho muito difícil que isso aconteça. Ficou o cão sem tomates, eu sem dinheiro para (aparentemente) nada.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Outro curso
Ainda mesmo antes de ficar sem trabalho já pensava fazer um curso importante na minha área e que vejo em vários anúncios ser necessário. À medida que o tempo passou a decisão de fazer o curso foi-se concretizando, pesquisei entidades formadoras, comparei preços e horários, tomei a minha decisão e inscrevi-me. Nessa altura eu já sabia que a minha escolha ia dificultar ver o meu namorado mas eu já tinha decidido e achei (acho) que com esforço tudo se resolve. Quando lhe disse a resposta dele foi "Outro curso?" ficou surpreso e meio chateado por saber que aquele curso ia afectar o número de vezes que nos vemos. Eu expliquei-lhe que enquanto não tivesse trabalho e pudesse (financeiramente) iria fazer cursos porque gosto de aprender e acho que os cursos podem ajudar a arranjar trabalho. Quando se aclamou disse-me " desde que te conheço que estás sempre a fazer cursos, não achas que deves descansar". Expliquei-lhe que sou assim não posso gosto de estar parada e acho que estou numa altura da vida em que tenho que agarrar todas as oportunidades de formação para que o meu futuro possa ser o melhor e para eu poder ter mais oportunidades. O curso só começa em Outubro e ainda não certo que o vá fazer mas a probabilidade é alta, o S. já se habituou a ideia (quando começar o curso depois vamos ter que nos adaptar) e percebeu que eu estou a tentar aumentar as minhas oportunidades de trabalho. Entretanto, tipo antes de ontem, inscrevi-me noutro curso (o antigo CAP) que vai começar na segunda e dura até meios de Outubro. É um curso maioritariamente e-learnig, em principio só terei que ir ao local 4 vezes mas mesmo assim estou com medo de lhe dizer. Não por achar que não me apoia mas tenho medo que ele ache que estou a por os "cursos" a frente da nossa relação. Será que estou a ser egoísta?
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Soluços
Volta e meia tenho um problema com soluços. Sinceramente sou a pessoa que conheço que mais frequentemente tem soluços. O pior nem é ter soluços, é que quando os tenho são várias vezes ao dia. Já cheguei a ter 7x soluços no mesmo dia. É tão cansativo. Aos primeiros 10 minutos o pessoal ainda se ri e tal mas depois começa a ser chato e não é só para mim. E as vezes duram tanto tempo, fico com dores na barriga, fico com dores de cabeça por estar tantas vezes sem respirar, fico stressada porque aquilo é chato e não se pode controlar. Ainda para mais não passam sempre da mesma maneira, se a 1ª passaram por beber água a 2ª já não tenho a mesma sorte. Até agora a melhor maneira que encontrei de parar os soluços é tentar ignorar que os tenho e com alguma sorte passado algum tempo reparo que já não os tenho. Alguém sofre do mesmo problema??
domingo, 31 de agosto de 2014
Não se preocupar pode ser uma preocupação
Eu sou uma pessoa que estou muitas vezes preocupada. Dizem-me muitas vezes que me preocupo demais e que tenho que ter mais calma. A verdade é que agora ando bastante preocupada com um grande amigo meu porque ele não se preocupa com nada. O A. é um dos rapazes com maior raciocínio lógico que já conheci, é um cromo. Gosta de jogos de computadores e matemática. Fez a licenciatura praticamente sem estudar e que eu me lembre só fez 2 exames o resto passou a tudo em frequência. Há 3 anos que terminou a licenciatura e desde aí trabalhou no máximo 10 meses que não foram seguidos. O trabalho que teve foi precário e nada relacionado com a área mas era um trabalho. Já algum tempo que não faz nada, passa o dia em casa ao computador e pronto. Engordou, está mais limitado fisicamente e cada vez mais a isolar-se do mundo. Agora que estou sem trabalho tentei combinar várias vezes coisas com ele e ele sempre disse que não lhe apetece ou que é um desperdício de tempo (ya, porque ele é muito ocupado). Eu como amiga já tentei incentiva-lo a fazer mais coisas, a fazer exercício, a tomar conta de si, a ter iniciativa. Ele diz sempre que não quer saber e o argumento costuma sempre ser "não te preocupes que eu também não". Esta apatia, este completo desinteresse por si, esta falta de sonhos preocupa-me bastante. Percebo que seja frustrante uma pessoa fazer um curso e depois não conseguir nada com isso mas não me parece que ficar de braços cruzados a espera que alguma coisa nos apareça a frente seja uma solução. Percebo que uma pessoa fique desmotivada depois de algum tempo em casa e por isso é que acho que uma pessoa deve tentar manter-se o mais activa possível. Percebo muito bem a falta de auto-estima e acharmos que somos a maior treta a face do planeta e que andamos cá só a fazer peso ao chão mas também sei que para nosso bem temos de contrariar estes pensamentos e para isso é preciso esforço, trabalho e é preciso querer. Uma pessoa que não se preocupa com nada, não se preocupa em querer e isso é uma preocupação.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Badoca Park
Ontem fui pela primeira vez ao Badoca Park. Como amante da natureza e dos animais estava em falta com este lugar. É um espaço enorme e muito bonito. Achei que o parque podia ter mais coisas, tem certamente espaço para isso e achei também que os locais existentes podiam estar melhor tratados, havia sítios que com tanta erva mal conseguíamos ver os animais. A melhor parte foi sem dúvida o safari em que podemos ver vários animais a gozar de um espaço enorme. É um sítio excelente para fazer piqueniques o que não falta por lá são mesas para as pessoas comerem. O preço (17,50 €- adulto) para mim é um pouco excessivo tendo em conta as condições que apresenta mesmo que não tivessem mais animais, se os que têm tivessem em espaços limpos (sem ervas) sempre dava melhor aspeto. Existiam várias actividades que eram pagas a parte o que também não achei que fosse um ponto a favor, já que o preço não é nada baixo. Foi um dia bem passado mas duvido que repita tão cedo. Gostei mas acho que não justifica o dinheiro
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