domingo, 15 de março de 2015

Típico Português

Adoro mas adoro mesmo que as aulas acabem mais cedo somente e apenas porque..........................



                                                            joga o Benfica. 

terça-feira, 10 de março de 2015

Uma nova fobia

Quando estive na conferência fiquei no mesmo hotel que o meu professor era mais fácil em termos logísticos. Quando entramos no parque de estacionamento (curva a descer, tipo U) percebi que aquilo era muito apertado mas fez-se razoavelmente bem. Quando foi para sair informaram que era por onde entramos. Basicamente um carro comprido a subir uma cena muito mas mesmo muito estreita. Eu já sabia que as subidas e descidas me faziam confusão mas isto foi um outro nível. Eu ia de olhos fechados, completamente encolhida e sem respirar. O meu professor teve que fazer algumas vezes marcha atrás (na subida) para conseguir virar o carro e passar a curva estreita sem bater. Ia entrando em pânico só queria sair do carro e ir para a rua, para verem que fiquei tão alterada quando chegamos cá fora o meu professor olhou para mim e perguntou-me se eu queria ir ao hospital. Como praticamente não respirei lá dentro, cá fora estava com falta de ar e o coração a bater descompassadamente mas consegui manter a calma e passados uns minutos voltei ao normal. O susto foi estranho mas o mais estranho foi descobrir a uma fobia nova nesta altura da vida. O carro voltou ao estacionamento mas eu não. Tive pesadelos com aquilo e mesmo não estando no carro quando o meu professor saiu novamente do estacionamento fiquei nervosa e com falta de ar. Agora já sei e terei que adaptar as coisas a esta informação, felizmente vivendo no campo parece-me que não será uma coisa que vou encontrar muitas vezes. 

domingo, 8 de março de 2015

Carreira ou famíla

Um dia destes numa conversa uma rapariga um pouco mais velha que eu. Ela após o curso conseguiu trabalho em Lisboa mas desde sempre procurou mais perto da casa dos pais (aqui perto do fim do mundo) e ao fim de três anos consegui trabalho mais próximo e ela dizia-me "sabes quando uma pessoa escolhe um trabalho ao pé do campo está a colocar a família em frente a carreira". Percebi o que ela dizia, aqui não se vive para o trabalho, não existe as correrias e as pressões. Claro que isto não significa que as pessoas aqui não tenham uma "carreira" simplesmente as coisas são diferentes e as pessoas tem que perceber que é diferente e fazer a sua escolha. Estes últimos dias deixaram-me muito em que pensar, a entrevista e a conferência fizeram me repensar várias coisas e num sentido muito semi-prático percebi o que ela me dizia.

Se me aceitarem para trabalhar será em Lisboa, vou deixar de ter vida, nem se quer sei como vou namorar. Imagino-me a mudar de umas empresas para as outras subindo de posto ou mudando de atividade mas sempre na mesma zona geográfica. Imagino-me a viver sozinha em Lisboa e a passear feita turista aos fins de semana. Imagino-me a ganhar pouco pelo meu esforço e a competição a que vou estar exposta. Imagino-me a ir de férias para fora e que os meus amigos são um grupo de viciados no trabalho. Imagino-me a visitar museus e a ir a espectáculos, a falar com pessoas interessantes e até quem sabe fazer o doutoramento

Se ficar por aqui, talvez arranje qualquer coisa a menos de 1h de casa. Imagino um trabalho quase para a vida que só acaba se a empresa falir ou se me quiser vir embora. Imagino-me a namorar com a mesma pessoa muito tempo até ter filhos. Imagino-me a viver numa casa pequena cheia de humidade e com a relva por cortar. Imagino-me a ir de férias para o Algarve e ter um grupo de amigos que trabalha na agricultura. Imagino-me a ganhar razoavelmente para aquilo que faço porque as vezes não se faz muito. Imagino-me a ir a feiras de enchidos e aos mini-concertos das festas das freguesias. Imagino-me a falar com pessoas com histórias de vida fascinantes e a fazer as formações obrigatórias da empresa.

Ninguém me garante que a coisa não possa ser o melhor de cada, o pior dos dois ou até nenhum dos dois. Como neste momento não tenho que fazer esta escolha resta-me esperar que aconteça o que for melhor seja o que isso for

sexta-feira, 6 de março de 2015

Quem é Quem??

No dia de apresentação da tese, desliguei o telemóvel. Quando liguei recebi uma mensagem de tentativa de contacto da pessoa A. Passado uns minutos pessoa A liga para saber como correu e dá os parabéns e afins. O dia continua. Estou em casa e chega a pessoa B vai ver televisão e passados uns 20 minutos "grita" a perguntar o que é o jantar e depois passa no meu quarto e pergunta como correu. Entretanto chega a pessoa A que vem logo ao meu quarto saber pormenores. O meu desafio para vocês é quem é a pessoa A e quem é a pessoa B?


ps. não vou oferecer nada a quem acertar, só beijinhos

terça-feira, 3 de março de 2015

Isto assim é que tem graça

Quinta e sexta vou rumar para a conferência e amanhã tenho a entrevista. Semanas e semanas sem nada e depois uma que mal me deixa respirar (atenção que não me estou a queixar. Eu gosto assim)

segunda-feira, 2 de março de 2015

Bate na boca

Depois deste desabafo sentia-me triste. Hoje eram 9h15 ligam-me para marcar uma entrevista. Eu que nem sou nada destas coisas olhei para cima bati na boca (por ontem me ter "queixado") e agradeci. 

domingo, 1 de março de 2015

O sentido da incerteza

Sempre tive dúvidas do que fazer, dúvidas do que queria para mim apenas percebia o que não queria. Nunca tive um talento ou uma aptidão especial sempre me safei razoavelmente. Gostava de astronomia, de cozinhar, de fazer massagens, de pintar, de animais....Entre conselhos e testes lá entrei na faculdade para uma coisa que não sabia bem o que era. O primeiro ano foi o caos quis desistir com todas as forças mas não me deixaram. No segundo ano com disciplinas mais especificas percebi que até achava piada aquilo e deixei-me estar. A terminar o curso o país estava afundado numa crise económica, para não ficar sem fazer nada escolhi (EU escolhi) o mestrado. Adorei o que fiz apaixonei me por uma área e fiquei orgulhosa do trabalho de tese que desenvolvi. Entre isto o centro de emprego arranja-me um estágio em algo que vai um pouco contra o meu gosto mas as oportunidades eram escassas e não me dei ao luxo de recusar. Felizmente tive sorte e não se fazia nada, tinha tempo para ler artigos para navegar livremente na net e recebia ao fim do mês. O estágio acabou a empresa não tinha nem trabalho nem dinheiro para mim. Acabei a tese e empurrada pelos pais comecei a fazer uma pós graduação. A pós- graduação é algo que nunca me passou pela cabeça, é assustadora e exigente. Depois de 4 meses de aulas tenho sérias dúvidas que tenha perfil para exercer a profissão mas esforço-me. Logo após ter ficado desempregada começo a procura de outro emprego entretanto já passaram 8 meses ainda não fui chamada para uma única entrevista. Tenho a familia, amigos e desconhecidos a mandar bitaites que sei que é com a melhor das inteções. No meio de pequenos cursos, pós graduação, conferências, feiras de emprego e afins não me foco em nada e tento espalhar a minha atenção por tudo. No fim disto tudo sinto-me perdida, não sei o que fazer e não consigo imaginar o futuro. Estou a perder a capacidade de sonhar...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Quando as pessoas não sabem do que falam

Há mais de uma semana num dia qualquer que já não me lembro, quando a minha mãe se veio despedir de mim (+/- 6h15) diz-me assim "Saíram os estágios". E pronto foi-se embora eu continuei a dormir e o dia passou-se. À noite pergunta-me "Então viste os estágios??" Eu respondi-lhe que não, que não percebi aonde é que saíram os estágios. Começou a refilar comigo "ah isso deu na televisão e deu na rádio, como é que tu não sabes? ah não ligas para o centro de emprego a saber". Tentei explicar-lhe que precisava de mais informação para poder perceber aonde saíram os estágios, porque existem milhares de estágios e existem diferentes tipos de estágios e que muitas ofertas de trabalho já dizem que é para estágio. Continuou a refilar "deixa de estar em casa sem fazer nada a ver se te vem parar ao colo.....". O meu pai que também não viu noticia nenhuma e percebeu o que eu estava a tentar explicar a minha mãe perguntou-lhe aonde é que ela tinha ouvido a noticia e foi então procurar. O que saiu foi isto. Que é uma lista das câmaras a dizer quantos estágios tiveram aprovados. Ora a minha mãe achou que aquilo que tinha saído (tipo em todo o lado, até que nos vinha parar ao mail ou assim) era uma lista mais ou menos do género mas em que vinha logo descriminado as áreas para cada câmara tipo 3 para serviço social, 2 para jardinagem. Não sabia que agora tenho que esperar que as câmaras decidam quais as cunhas áreas que vão meter e depois procurar por câmara. Ela fartou-se de mandar vir, chateou-me por uma coisa que não sabe do que está a falar e acha que eu devo perceber alguma coisa só com a informação "saíram os estágios". Por isso antes de refilarem com alguém vejam se sabem do que estão a falar é que poupa-se muita confusão.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Beleza plástica

Há uns dias estive com uma senhora que via-se claramente tinha feito plásticas e que não tinham corrido bem. Uma coisa tipo assim


Fiquei com muita pena da senhora. Eu não sei como ela era mas imagino que não se sentisse bem com o seu aspeto e com todo o direito que as pessoas têm tentou sentir-se melhor. Também não sei se fez apenas uma cirurgia ou várias mas a verdade é que alguma coisa correu mal. Duvido que alguém queira parecer assim e se a senhora não se sentia bem com a aparência imagino que agora se sinta pior. Eu como mulher, como pessoa insegura com a sua existência, não consigo sequer imaginar o pensamento desta mulher ao ver-se ao espelho todos os dias e por isso tive muita pena dela e tentei ao máximo abstrair-me da sua imagem (coisa muito difícil). Parece-me que as vezes é melhor aceitar aquilo que nos calhou

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Feira de emprego

Hoje fui a uma feira de emprego (relacionada com o meu curso). Foi uma coisa pequena mas muito interessante. As empresas estavam lá como se tivessem a fazer publicidade e o pessoal chegava lá e perguntava "então o que fazem?" com um ar de "deixa lá ver se isto me interessa". Basicamente senti-me como se tivesse a escolher roupa em várias lojas, via-a, diziam-me o que havia de melhor, davam-me a informação e depois eu escolhia o que queria. Eu não queria escolher nada, eu queria é que me escolhessem a mim para trabalhar nem queria saber muito bem no quê desde de que me chamassem. Levei 20 currículos e só consegui entregar 6 (porque não havia mais empresas) mas foi um dia interessante e uma maneira estranha de ver as coisas e se um deles me chamar para entrevista já foi um dia ganho. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

As estúpidas das expectativas

Já tinha falado aqui e aqui sobre casamento. É verdade que o meu pensamento sobre este assunto é muito flutuante, se por vezes penso que não tem importância outras acho que gostava mesmo. Este dia dos namorados não sei porque enfiei na cabeça que o meu namorado (que sempre me disse que não quer casar) me ia pedir em casamento. Marquei um restaurante um pouco mais sofisticado ao que estamos habituados, tentei vestir-me o mais bonita possível (tento em conta a chuva e o frio) e estava ansiosa por uma noite especial. O restaurante estava decorado a preceito, havia música ao vivo e um menu especial. A comida estava ótima (a quantidade é que podia ser mais), a noite até correu bem, divertimos-nos, namoramos e cedo percebi que as minhas expectativas iam ser desfraldadas. Durante uns minutos senti-me triste, senti-me parva por meter uma coisa impossível na cabeça, senti-me estúpida por querer casar quando acho tão difícil que a nossa relação sobreviva (por sermos tão diferentes) e foi aqui que pensei que tinha era de aproveitar a noite, aproveitar a relação e aproveitar o amor. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Gelada

Sou fria. Desde que me lembro que sou fria. Sou fria fisicamente e socialmente. Fisicamente já me tinha apercebido há muito tempo mas socialmente foi uma coisa mais recente. Lembro-me de perguntar ao meu namorado qual tinha sido a primeira impressão dele sobre mim e ele responder "Achei-te fria". Mas afinal o que é uma pessoa fria??? Eu acho me mais seca ou seja as vezes digo as coisas de uma maneira meio bruta. Pelo que entendo do que já li e também daquilo que as outras pessoas falam é que uma pessoa fria é uma pessoa que tende a esconder os seus sentimentos, não da abraços com facilidade nem carinhos, as vezes um pouco insensível, distante. Se uma pessoa fria é isto então sim sou. Mas isto é tudo uma questão de educação e habituação. Sempre fui habituada assim a não receber ou dar beijinhos, a não receber ou dar abraços ou um miminho só porque sim. Nem se quer me lembro da última fez que dei um beijo ao meu pai mas lembro-me do meu avó dizer ao pai "dás mais beijos ao cão que a tua filha!!" (eles são muito mais fofinhos). Desde de que me disseram que sou fria socialmente que tenho feito um esforço para mudar até porque adoro abraços e miminhos e as vezes o toque de alguém que nos quer bem faz toda a diferença. Faço-o com os amigos, com a família que escolhi cá em casa continua igual até porque foram eles que me educaram assim. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Quando o passado se esquece

Bom ou mau sou uma pessoa que segue em frente muito facilmente, faço rápido o luto das relações, adapto-me bastante bem às mudanças mas raramente esqueço. Não esqueço os amigos da primária, não esqueço o primeiro namorado, não esqueço o primeiro animal, não esqueço os dias passados sozinha no quarto, ....... Tudo isto para dizer que recentemente encontrei um amigo da secundária no facebook. Já o tinha procurado outras vezes, porque éramos muito amigos e desde que me mudei não sabia nada dele e apesar de viver bem sem a presença dele por vezes perguntava-me o que seria dele, o que fez da vida, por onde andou. Infelizmente fiquei um pouco desiludida porque ele avançou no presente e esqueceu o passado. Lembra-se de mim mas não tem qualquer interesse em saber de mim. Não é que eu espera-se que agora de repente voltasse-mos a ser os melhores amigos mas esperava interesse. Enfim pelo menos não podem dizer que não tentei. 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Os pobres ricos

Uma conhecida minha vive bem, sempre viveu. Uma pessoa simples sem frescuras mas com possibilidade de se esticar mais um bocadinho nas contas. Já não ia a casa dela a algum tempo, hoje fui lá e digo-vos que parece tirado de uma revista. Estava quase tudo remodelado, banheira enorme de hidromassagem, piscina de água salgada e afins. Vai ao ginásio quase todos os dias e faz o que lhe apetece. Fui lhe fazer um tratamento de estética que ando a aprender, cobrei-lhe 15 euros sendo que o tratamento durou 45 minutos. Para a semana quer fazer outro, tiro a agenda para marcar quando ela me diz assim " Quando é que tens curso? é que assim vou de modelo, faço o tratamento e não pago!"

Se calhar 15 euros é muito dinheiro para algumas pessoas, a mim que não ganho nenhum dá-me jeito. E não digo que as pessoas ricas tenham que esbanjar e acho muito bem que sejam poupadas mas sinceramente fiquei um bocadinho desiludida pela atitude

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Passar a ferro ou politica??

Ando tão "desesperada" por trabalho que candidato-me basicamente a tudo. Candidatei-me a um trabalho de limpeza e passar a ferro em troca de material da loja (decoração). A senhora respondeu-me muito cordialmente que eu tinha muitas habilitações para o trabalho em causa e clarificou o método de pagamento em bens. Falei com os meus pais que não acharam piada nenhuma disseram que ia trabalhar de graça e que não precisava de tarecos. A minha mãe disse inclusive que para passar a ferro ela paga-me (o que de certo modo é verdade). Percebendo o meu desespero disseram para eu me dedicar à politica visto que é um meio onde circula muita gente e se faz muitos contactos porque afinal o que eu preciso não é de uma licenciatura ou de um mestrado o que eu preciso é de um "padrinho".